UGC

UGC no Brasil: Tendências, Dados e o Futuro do Marketing Autêntico

publicado por bloomer 12/08/2026

O UGC no Brasil deixou de ser experimento de marca ousada e virou item de planejamento de mídia: pequenos e-commerces e grandes varejistas, cada um no seu ritmo, reservam parte do orçamento para conteúdo feito por criadores comuns em vez de produções publicitárias tradicionais. O movimento acompanha um consumidor brasileiro que passa horas no feed do Instagram e do TikTok e desconfia, por instinto, de qualquer coisa que pareça comercial demais.

Não existe um único motivo para essa virada. Mas dá pra apontar alguns sinais que se repetem em quase todo mercado que acompanha de perto o comportamento do consumidor por aqui.

Por que o UGC ganhou espaço no Brasil

O brasileiro é, historicamente, um dos públicos mais ativos em redes sociais do mundo: comenta, compartilha, manda print pra amiga antes de comprar. Esse hábito criou terreno fértil para um formato de conteúdo que parece ter saído do círculo de amigos, não do departamento de marketing.

Tem também uma questão de custo e velocidade. Uma campanha com atriz contratada, diária de estúdio e pós-produção pode levar semanas para saber. Um creator grava um vídeo de unboxing com celular e luz de janela e entrega em dois ou três dias, muitas vezes com resultado de engajamento parecido ou melhor, porque o formato soa mais próximo do que a pessoa já vê organicamente na timeline.

E há o fator confiança. Pesquisas de comportamento do consumidor, no Brasil e fora, apontam repetidamente que recomendação de outra pessoa pesa mais do que anúncio de marca na hora da decisão de compra. Vale a pena entender melhor o que é prova social para ver como esse mecanismo funciona na prática.

O que os dados (com cautela) indicam sobre o cenário atual

É tentador citar um número exato de crescimento do mercado de UGC no Brasil, mas a verdade é que as estimativas variam bastante dependendo da fonte, da metodologia e do que cada pesquisa considera “conteúdo gerado por usuário”. Em vez de repetir uma estatística isolada como se fosse verdade absoluta, vale olhar para a direção geral que os relatórios do setor, brasileiros e internacionais, vêm apontando.

Sinal observadoO que geralmente indica
Aumento de vagas e ferramentas ligadas a “creator marketing”Mercado profissionalizando a função de criador
Marcas testando UGC em anúncios pagos, não só em posts orgânicosConteúdo autêntico virando parte da mídia paga
Crescimento de marketplaces e plataformas de conexão marca-creatorDemanda por escala e processo, não só por criatividade pontual
Mais e-commerces pedindo vídeo de review antes da compraConsumidor validando decisão com prova social visual

Esses pontos não substituem uma pesquisa de mercado dedicada ao seu segmento, mas ajudam a entender por que tanta marca está migrando parte do investimento de vídeo para esse formato.

Tendências ugc 2026: para onde o formato está indo

Algumas mudanças já dão pra sentir no dia a dia de quem trabalha com criação de conteúdo e devem se intensificar:

  1. Vídeo curto continua na frente. Reels, Stories e TikTok seguem sendo o principal palco do UGC, com roteiros aproximando-se do formato “review espontâneo” em vez de peça publicitária.
  2. UGC como anúncio pago cresce. Marcas testam criativos de creators diretamente em campanhas de tráfego pago, porque o CTR tende a subir quando o vídeo não parece anúncio.
  3. Nichos específicos ganham força. Beleza, moda, pet e alimentação já usam UGC de forma consolidada; setores como serviços financeiros e B2B começam a experimentar, ainda de forma tímida.
  4. Diversidade de formatos. Unboxing, review sincero, “day in the life” com o produto, comparativo entre marcas: o repertório se expande além do vídeo de elogio genérico.
  5. Mais estrutura e processo. Briefing, contrato simplificado, banco de criadores recorrentes; o improviso dos primeiros anos vai dando lugar a fluxo de trabalho organizado.

Se você ainda não domina o conceito básico, este é um bom momento para revisar o que é UGC antes de avançar para a parte prática.

Onde marcas brasileiras já usam UGC hoje

Na prática, o uso varia bastante de setor para setor. Moda e beleza costumam liderar, com creators testando produtos em vídeo e postando reação real, inclusive negativa, quando o produto não entrega o prometido — o que paradoxalmente reforça a credibilidade do formato. Alimentos e bebidas apostam em receitas e degustação. Já no setor de tecnologia e eletrônicos, o UGC funciona bem como resposta a dúvida recorrente: “vale a pena comprar esse produto?”

Vale conferir alguns exemplos de UGC que já circulam nesses nichos para ter uma ideia mais concreta do que costuma funcionar.

Desafios que ainda travam o crescimento do UGC no Brasil

Nem tudo é avanço linear. Encontrar creator certo para o nicho, alinhar expectativa de entrega e remuneração, e medir resultado de forma consistente ainda são dores comuns entre marcas que começam a testar o formato. Muita empresa tenta gerenciar isso por planilha e DM no Instagram, o que funciona até certo volume. Depois trava.

É aqui que entra a questão de processo: quem cresce nesse formato geralmente formaliza um fluxo de briefing, seleção e pagamento, em vez de depender de indicação pessoal a cada campanha nova.

Como aproveitar essa onda (para marcas e para creators)

Para marcas, o caminho costuma passar por três frentes: definir um briefing claro (o que mostrar, o que evitar, tom de voz), testar com poucos criadores antes de escalar, e acompanhar métrica de engajamento e conversão em paralelo, não só likes. Se sua marca quer estruturar esse processo sem começar do zero, a solução para marcas da Bloomer conecta você a creators já filtrados por nicho.

Para quem quer criar, o momento também é favorável. Marcas de todos os tamanhos estão procurando pessoas com celular, boa luz natural e disposição para gravar de forma espontânea; não é preciso equipamento profissional. Quem quer entender melhor esse papel pode começar lendo o que é UGC creator, e quem já sabe que quer começar pode ir direto ao cadastro de creators.

Perguntas frequentes

UGC no Brasil está crescendo mesmo ou é só hype?

O crescimento parece real e sustentado, embora seja difícil precisar números exatos por causa da variedade de metodologias entre pesquisas. O sinal mais consistente é o aumento de marcas testando o formato em campanha paga, não só em post orgânico.

Qual a diferença entre UGC e marketing de influência tradicional?

UGC costuma ter tom mais espontâneo e custo menor, com foco em prova social genuína. Influenciador tradicional trabalha mais com alcance e construção de imagem de marca a médio prazo. Muitas estratégias combinam os dois.

Quais setores têm mais espaço para crescer com UGC em 2026?

Beleza, moda e alimentação já são maduros. Setores como serviços financeiros, saúde e B2B ainda exploram pouco o formato e tendem a testar mais o UGC nos próximos ciclos.

Preciso de creators famosos para fazer UGC funcionar?

Não. Boa parte do UGC eficaz vem de criadores com audiência pequena, mas conteúdo autêntico e boa entrega de câmera. O que importa é a qualidade da prova social, não o tamanho do público do criador.

Como uma marca pequena começa a testar UGC no Brasil?

Um jeito comum é começar com dois ou três creators, um briefing simples e um produto físico enviado para gravação. Depois de avaliar engajamento e retorno, dá pra escalar o número de parcerias com mais segurança.

Se sua marca já sente que é hora de sair do improviso e estruturar UGC de verdade, conheça a solução da Bloomer para marcas e veja como conectar-se a criadores certos para o seu nicho.

Leia também